quarta-feira, 16 de maio de 2012
O peso do dia 16.
Há 8 meses doparam minha mãe pra ela para de sofrer com tanta dor de um câncer de fígado. Ela morreu 2 dias depois. Mas o dia 16 é o mais angustiante pra mim. Foi nesse dia que ouvi sua voz pela última vez. Amém foi a última palavra dela, depois da oração feita por um enfermeiro que injetou a tal medicação.
Depois que ela dormiu, todos saíram e eu fiquei sozinha com ela no quarto. Foi a hora que consegui me despedir da minha mãe. Foram poucas palavras. As que eu consegui falar. Não sei se ela ouviu. Mas falei. Senti necessidade.
E, você pode achar mórbido, tirei essa foto enquanto ouvia sua respiração. Foi o meu último momento com a mulher que cuidou de mim a vida toda. E que morreu de uma doença que eu me safei.
Os dias 16 são horríveis desde setembro. Mas a vida continua.
Bizusssssssssssssssssssssssssssssss
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Who says u can't go home?
Tá bom, eu sumi. Sumi mesmo. Muita coisa pra fazer. Mudança, férias, viagem. Mas sempre tô aqui de alguma forma.
A vida anda mudando e me pego lembrando de tudo que rolou no caminho até aqui. Voltei pro apartamento em que morava quando o Danilo nasceu. Volta e meia ainda "vejo" ele aprendendo a andar do quarto pra sala. Também lembro da minha mãe dando os primeiros banhos nele aqui. Ela não deixava eu dar... hehehehehehe
Por falar em mãe, 7 meses depois da passagem dela, me peguei pensando no que ia dar pra ela de Dia das Mães. A cabeça da gente tenta se enganar, né? Ledinha tá em outra...
Bom, o que posso dar pra ela é muito amor e boas energias para que siga esse seu caminho.
Eu tô no meu. Como diz meu namorado, coloquei o filho e os dois gatos nas costas e tô tentando me virar sozinha, depender o mínimo possível das pessoas. Mas é complicado...
Às vezes bate o desespero, a sensação de fracasso...
No meio disso tudo, tem o Danilo me exigindo toda a atenção do mundo e me dando muito carinho.
Ontem me viu preocupada com as contas e falou: "Mamãe, se precisar, pode pegar meu dinheiro do cofrinho, tá? Depois eu junto mais".
Demais, né? Esse é o meu filho. Quero tanto que ele seja um ser humano de bem, um homem admirável, íntegro, carinhoso, coerente. Que Deus me ajude!
Bizussssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss
A vida anda mudando e me pego lembrando de tudo que rolou no caminho até aqui. Voltei pro apartamento em que morava quando o Danilo nasceu. Volta e meia ainda "vejo" ele aprendendo a andar do quarto pra sala. Também lembro da minha mãe dando os primeiros banhos nele aqui. Ela não deixava eu dar... hehehehehehe
Por falar em mãe, 7 meses depois da passagem dela, me peguei pensando no que ia dar pra ela de Dia das Mães. A cabeça da gente tenta se enganar, né? Ledinha tá em outra...
Bom, o que posso dar pra ela é muito amor e boas energias para que siga esse seu caminho.
Eu tô no meu. Como diz meu namorado, coloquei o filho e os dois gatos nas costas e tô tentando me virar sozinha, depender o mínimo possível das pessoas. Mas é complicado...
Às vezes bate o desespero, a sensação de fracasso...
No meio disso tudo, tem o Danilo me exigindo toda a atenção do mundo e me dando muito carinho.
Ontem me viu preocupada com as contas e falou: "Mamãe, se precisar, pode pegar meu dinheiro do cofrinho, tá? Depois eu junto mais".
Demais, né? Esse é o meu filho. Quero tanto que ele seja um ser humano de bem, um homem admirável, íntegro, carinhoso, coerente. Que Deus me ajude!
Bizussssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Teus sinais me confundem da cabeça aos pés.
Olha eu aqui tendo que mudar planos, mesmo contrariada. Acreditei numa 'verdade' velada que, na verdade, só existia pra mim. Minha percepção pros códigos foi errada e agora me vejo sozinha, tendo que aceitar algo que não queria.
Não é que eu não queria, até porque nem experimentei. Mas pretendia seguir outro caminho. Um caminho que sempre me pareceu mais lógico, terno, seguro e confortável. Uma delicinha de vida. Tava tudo na minha mind hehehehehe.
Agora eu tenho duas opções. E ainda bem que a gente sempre tem opções, né? Ou pulo fora deste caminho alternativo pra seguir o que estava na minha cabeça (eu ainda juro que interpretei os códigos direito, só fui enrolada... ou não... damned). Ou mudo o chip e fico neste caminho.
Nunca cedi tanto na minha vida. E considero isso um aprendizado. Mas até que ponto ceder faz bem?
Bizussssssssssssssssssssss
Não é que eu não queria, até porque nem experimentei. Mas pretendia seguir outro caminho. Um caminho que sempre me pareceu mais lógico, terno, seguro e confortável. Uma delicinha de vida. Tava tudo na minha mind hehehehehe.
Agora eu tenho duas opções. E ainda bem que a gente sempre tem opções, né? Ou pulo fora deste caminho alternativo pra seguir o que estava na minha cabeça (eu ainda juro que interpretei os códigos direito, só fui enrolada... ou não... damned). Ou mudo o chip e fico neste caminho.
Nunca cedi tanto na minha vida. E considero isso um aprendizado. Mas até que ponto ceder faz bem?
Bizussssssssssssssssssssss
If you don't love me, lie to me. Só que ao contrário.
Tenho percebido dia após dia que as pessoas gostam de se enganar. Prova disso são os milhares de posts de mensagens lindas e terapêuticas no Facebook. E os comentários mais terapêuticos ainda. Como não tenho o hábito, graças a Deus, de postar este tipo de lixo virtual, sou vista como "bravinha", "agressiva", "triste", "sem fé" e por aí vai...
Bom, se você precisa de mensagens lindas e floreadas, não me siga no Twitter, não leia meus posts no Facebook nem neste blog. Aprendi muito cedo, com o Renato Russo, que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira.
Tinha todos os motivos do mundo pra colocar posts depressivos, corta-pulso mesmo. Mas não sou assim. Coloco a minha verdade. Tenho dias lindos. Tenho dias medonhos. Como todo mundo.
É claro que nos dias lindos prefiro viver. Nos medonhos, desabafar... Talvez por isso os posts mais "pé no peito" estejam ganhando em quantidade. Sorry! It's just me. This lil fat bitch!
Bizussssssssssssssssssssssssss
Bom, se você precisa de mensagens lindas e floreadas, não me siga no Twitter, não leia meus posts no Facebook nem neste blog. Aprendi muito cedo, com o Renato Russo, que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira.
Tinha todos os motivos do mundo pra colocar posts depressivos, corta-pulso mesmo. Mas não sou assim. Coloco a minha verdade. Tenho dias lindos. Tenho dias medonhos. Como todo mundo.
É claro que nos dias lindos prefiro viver. Nos medonhos, desabafar... Talvez por isso os posts mais "pé no peito" estejam ganhando em quantidade. Sorry! It's just me. This lil fat bitch!
Bizussssssssssssssssssssssssss
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Infelicidade mata. Tudo.
Eu adoro gente, a complexidade do comportamento humano, a diversidade de personalidades, como as pessoas reagem a determinadas situações.
Não posso dizer que sou expert no assunto. Mas, de tanto gostar do assunto, tenho uma certa sensibilidade para algumas coisas. Identifico determinados traços um pouco antes dessa pessoa demonstrá-los em ações.
Mesmo assim, ainda me surpreendo com a sordidez de alguns elementos humanos around.
A coisa ruim tá tão profundamente enraizada no ser que fica difícil uma regeneração, mesmo quando essa pessoa diz que está tentando melhorar e blá blá blá.
Pode ser índole ruim. Essência podre. E nem uma boa educação nem todo dinheiro do mundo conseguiriam resolver.
Pode ser hábito. Mania de ser desagradável e maldoso.
Pode ser tanta coisa.
Mas de fora só parece uma: maldade mesmo, falta de simancol, safadeza, cegueira ao olhar no espelho e ver como é ridículo o que se faz, falta de amor (o próprio, o ao próximo). Pessoa infeliz.
Ontem tive mais uma prova de que pau que nasce torto, se endireitar, quebra.
Anyway, show must go on.
Bizusssssssssssssssssssssssssssssss
Não posso dizer que sou expert no assunto. Mas, de tanto gostar do assunto, tenho uma certa sensibilidade para algumas coisas. Identifico determinados traços um pouco antes dessa pessoa demonstrá-los em ações.
Mesmo assim, ainda me surpreendo com a sordidez de alguns elementos humanos around.
A coisa ruim tá tão profundamente enraizada no ser que fica difícil uma regeneração, mesmo quando essa pessoa diz que está tentando melhorar e blá blá blá.
Pode ser índole ruim. Essência podre. E nem uma boa educação nem todo dinheiro do mundo conseguiriam resolver.
Pode ser hábito. Mania de ser desagradável e maldoso.
Pode ser tanta coisa.
Mas de fora só parece uma: maldade mesmo, falta de simancol, safadeza, cegueira ao olhar no espelho e ver como é ridículo o que se faz, falta de amor (o próprio, o ao próximo). Pessoa infeliz.
Ontem tive mais uma prova de que pau que nasce torto, se endireitar, quebra.
Anyway, show must go on.
Bizusssssssssssssssssssssssssssssss
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Diamantes de pedaços de vidro.
Tenta pensar em você como outra pessoa. Às vezes faço isso. Não de propósito, mas acontece. Acabou de acontecer. Enxerguei uma mulher linda, forte, guerreira. O máximo. Morri de orgulho de mim. Pena que esse sentimento não dure pra sempre. Logo estarei ansiosa, com medo e cheia de expectativas.
Mas tô curtindo esses minutos...
Bizussssss
Mas tô curtindo esses minutos...
Bizussssss
sábado, 31 de dezembro de 2011
Um ano feliz começa quando?
Não gosto de Natal. Nem de Ano Novo. E este ano está sendo especialmente difícil sem a minha mãe. Mas tenho um filho de 4 anos que precisa da minha alegria, do meu sorriso, mesmo que eu faça uma força tremenda pra não demonstrar o que se passa aqui dentro. A vida é assim. E não é que o Natal foi bem melhor do que imaginei? Uma grata surpresa...
Mas este último dia foi estranho, como foram todos os dias de 2011. Foi bem tradicional. Aconteceu o que sempre acontece. Mas mudei uma coisa pra ver se muda o resultado. Veremos. O meu medo é de que amanhã, no tal Ano Novo tão esperado, tudo continue exatamente igual. Afinal, é apenas um dia depois de hoje. E as coisas não mudam tão rapidamente assim.
Anyway, quero ver todo mundo feliz neste Ano Novo que se apresenta. Com dias melhores. Menos angústia. Menos expectativa. Menos sofrimento. Mais realizações. Mais paz de espírito. Mais amor. Muita saúde.
E o Danilo tá aqui do meu lado me perguntando: "Mamãe, quando o Ano Novo chega?".
Acho que já chegou, né?
:D
Bizus!
Mas este último dia foi estranho, como foram todos os dias de 2011. Foi bem tradicional. Aconteceu o que sempre acontece. Mas mudei uma coisa pra ver se muda o resultado. Veremos. O meu medo é de que amanhã, no tal Ano Novo tão esperado, tudo continue exatamente igual. Afinal, é apenas um dia depois de hoje. E as coisas não mudam tão rapidamente assim.
Anyway, quero ver todo mundo feliz neste Ano Novo que se apresenta. Com dias melhores. Menos angústia. Menos expectativa. Menos sofrimento. Mais realizações. Mais paz de espírito. Mais amor. Muita saúde.
E o Danilo tá aqui do meu lado me perguntando: "Mamãe, quando o Ano Novo chega?".
Acho que já chegou, né?
:D
Bizus!
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
I'm going back to the start.
Como prometido, fazendo terapia. Só ando um pouco preocupada porque a terapeuta tá me achando mó legal. Ou eu sou legal mesmo, ou já me superei e tô manipulando-a, ou sei lá.
Descobri que meu grande medo é de que o câncer volte. Por isso eu quero tudo pra ontem e fico cobrando tantas coisas do meu namorado. Parei com isso. Ele faz as coisas no tempo dele e eu, no meu. Depois a gente se encontra de alguma maneira...
Minha mãe foi embora no último dia 18. Foi uma passagem até que tranquila, depois de tanto sofrimento com o câncer de fígado. Não sabia que era tão complicado ficar sem mãe. E triste. Muito triste. Me sinto bem desamparada.
E, 10 dias depois, a Helena (foto) nasceu! Minha sobrinha linda, filha do meu irmão caçula...
É a vida, dizendo que a gente tem que continuar...
Danilo é praticamente um homem... Lindo e inteligente. E eu tenho mó orgulho de ser a mãe dele.
Comecei a falar que vamos mudar de casa, voltar para o nosso antigo apartamento. Ele não curtiu. Mas não tem jeito.
Preciso voltar pra minha casa. Prum lugar que eu chame de lar.
E tô voltando... Aos poucos... No meu tempo...
Bizusssssssssssssssssssssssssss
terça-feira, 5 de julho de 2011
Agora é que são elas
A vida se comporta de maneira peculiar. Tudo no seu tempo, mesmo que você tenha pressa. Resolvi fazer terapia. O "normal" seria fazer na descoberta do câncer ou durante a quimio. Mas tô sentindo essa necessidade agora. Não me identifico totalmente com essa nova Daniela e preciso saber o que rola. Ela é mais chorona e dependente emocional que a outra e não tô confortável. Preciso me encontrar e ter minhas próprias opiniões sobre a Daniela Ribeiro de Sousa Paulino. Opinião sobre alguém todo mundo tem, né? Pra minha irmã, sou mimada, encostada, péssima dona de casa e mãe também. Pro meu irmão, sou uma vagabunda que abandonou o marido por um grande amor e tenho mais é que me fuder por isso. Pra minha mãe, sou esquisita. Ela tem medo de que eu fique desamparada depois que ela morrer. Pro meu pai, sou mais uma despesa, um carnê vitalício. Pra minha cunhada, sou uma guerreira, confidente, amiga. Pro meu cunhado, nem sei. Pro meu ex-marido sou mó legal agora, a mulher quase perfeita que ele demorou a enxergar. Pro meu namorado, sou a mulher que tem a cabeça cheia de problemas, mas ele gosta mesmo assim, como na música do Robertão. Pro Danilo, sou tudo. A mãe mais chata do mundo. Agora, preciso saber quem sou pra mim.
Depois te conto tudo.
Bizusssssssss
Depois te conto tudo.
Bizusssssssss
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Eu, eu mesma e Daniela.
Oi povo! Como andam as coisas por aí?
Eu tô na correria, como sempre, mas nem posso reclamar. Parece que a cada dia chego mais perto de quem eu fui um dia. Ou não.
Dramático? Pode parecer. E deve ser mesmo.
Há um ano eu vivia pelos cantos, evitando espelhos e tentando me achar no meio de tanta coisa ruim.
Hoje, tento me achar no meio de tudo que deixei pra trás. Mas parece que aquela Daniela morreu. Tem uma nova aqui, com a qual eu ainda não me acostumei.
Mas parece que ainda it's a long way home, como diz a música que dá nome a este blog...
Enquanto isso, vou tentando... Tentativa, erro, tentativa, erro, tentativa e acerto...
O mais esquisito é se enxergar completamente sozinha nessa busca. E talvez tenha que ser assim mesmo.
Ontem o Danilo ficou bravo comigo e disse: "Eu quero que você fique careca de novo".
Ele, o menino mais amável do mundo, que vive me beijando, no alto de seus 4 anos de idade, conseguiu ser assim, cruel. Sem perceber. E eu fiquei pensando nisso um bom tempo.
Eu não quero ficar careca de novo. E sei que ele também não quer isso. Mas, de repente, aquela mulher careca e indefesa era a mãe dele mesmo, antes de morrer pra nascer outra pessoa. E talvez ele também não esteja acostumado a essa nova Daniela.
Bom, amanhã tem mais uma quimioterapia (Herceptin), preu não esquecer de toda aquela merda...
E assim, entre antigas novidades e novas antiguidades, lá vou eu... Pra algum lugar...
Bizussssssssssssssssssssssssssssss
Eu tô na correria, como sempre, mas nem posso reclamar. Parece que a cada dia chego mais perto de quem eu fui um dia. Ou não.
Dramático? Pode parecer. E deve ser mesmo.
Há um ano eu vivia pelos cantos, evitando espelhos e tentando me achar no meio de tanta coisa ruim.
Hoje, tento me achar no meio de tudo que deixei pra trás. Mas parece que aquela Daniela morreu. Tem uma nova aqui, com a qual eu ainda não me acostumei.
Mas parece que ainda it's a long way home, como diz a música que dá nome a este blog...
Enquanto isso, vou tentando... Tentativa, erro, tentativa, erro, tentativa e acerto...
O mais esquisito é se enxergar completamente sozinha nessa busca. E talvez tenha que ser assim mesmo.
Ontem o Danilo ficou bravo comigo e disse: "Eu quero que você fique careca de novo".
Ele, o menino mais amável do mundo, que vive me beijando, no alto de seus 4 anos de idade, conseguiu ser assim, cruel. Sem perceber. E eu fiquei pensando nisso um bom tempo.
Eu não quero ficar careca de novo. E sei que ele também não quer isso. Mas, de repente, aquela mulher careca e indefesa era a mãe dele mesmo, antes de morrer pra nascer outra pessoa. E talvez ele também não esteja acostumado a essa nova Daniela.
Bom, amanhã tem mais uma quimioterapia (Herceptin), preu não esquecer de toda aquela merda...
E assim, entre antigas novidades e novas antiguidades, lá vou eu... Pra algum lugar...
Bizussssssssssssssssssssssssssssss
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